Criança que brinca cresce saudável! O assunto é tão sério que os especialistas estão sempre estudando a importância das brincadeiras infantis. Por meio delas, as crianças experimentam o mundo, criam possibilidades, estabelecem relações sociais, elaboram a autonomia e organizam as emoções.
Brincar tem um viés que vai muito além da simples fantasia. Enquanto um adulto vê apenas uma criança empilhando bloquinhos, para o pequeno aquilo significa experimentar as possibilidades de construir e conhecer novas cores, formatos e texturas.
Pesquisas demonstram que brincar tem três grandes objetivos para as crianças: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem.
Crianças menores, mesmo na companhia de outras, costumam brincar sozinhas. Para elas, o ideal são brincadeiras que estimulem os sentidos. Através deles, elas exploram e descobrem cores, texturas, sons, cheiros e gostos.
Por volta dos 3 anos, desenvolvem outro tipo de brincadeira: o faz de conta. Imitar situações cotidianas – como brincar de casinha ou fingir que é o motorista de um ônibus – permite que as crianças se relacionem com problemas e soluções que passam do fazer imaginário para o aprender real.
A partir dos 5 anos, os pequenos estão aptos para incluir o outro nas brincadeiras – é a fase em que deixam de brincar ao lado de outras crianças e passam a brincar com outras crianças.
Brincar também traz benefícios para outros setores do desenvolvimento:
Pensamento: criança que brinca, pula e se exercita tende a se tornar um adulto mais inteligente. Isso mesmo! Pesquisa realizada pelo National Institute for Play, entidade americana que estuda desde 2006 a importância das brincadeiras na vida das crianças, concluiu que elas produzem mais conexões cerebrais quando estão em atividade. Como se fosse uma poupança de neurônios para a fase adulta.
Coordenação motora: brincadeiras tradicionais como amarelinha, pular corda, jogar bola, esconde-esconde e pega-pega, além de estimular a boa convivência com outras crianças, contribuem para trabalhar o equilíbrio e a concentração, tão necessários para desenvolver a coordenação motora.
Crescimento: brincadeiras ao ar livre que estimulam o corpo a se mexer garantem o aumento da capacidade cardiorrespiratória e a distribuição do oxigênio pelo corpo, o que evita a obesidade, prejudicial ao desenvolvimento – crianças gordinhas crescem antes e mais rápido, mas param cedo e no fim ficam mais baixas.
O importante é o brincar, e não o brinquedo. É possível improvisar brinquedos com uma fruta, uma caixa de papelão vazia ou o que quer que esteja à mão. E não se preocupe se não puder dar a seu filho aquele carrinho movido a pilhas de última geração – só na visão do adulto um brinquedo eletrônico é divertido. Para a criança, brinquedo que brinca sozinho costuma ser enfadonho.
Vale lembrar que o desenvolvimento infantil é individual. Algumas crianças começam a brincar com outras mais cedo, outras mais tarde – não há motivo para preocupação.
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Fontes: Revista Crescer |Delas Filhos (IG)
Por Agência DB